Como uma borboleta que voa livremente, a felicidade flutua na mansidão de nossa existência. A borboleta tem um tempo determinado de vida, assim também, a felicidade tem seu tempo e sua hora. Não vivemos num estado de felicidade perene.
São fadas serelepes em nuvens multicores de mãos dadas com o vento alçam e rodopiam em corte.
E as flores ditosas em platéia aplaudem encantadas o faceiro e buliçoso baile: A valsa das meninas aladas.
Diana Pilatti
Ora vejam, que apalermada! Escapuliu-me um poema... Deixei que batesse asas como uma borboletinha Borboletas são como anjos E anjos são poesia Estão aqui em algum lugar Anjos são rarefeitos Raros e perfeitos como idéias e palavras Luminescência sutil difícil de enxergar Mas voam... Voam mas... Voltam... E quando enfim retornarem estarei bem mais esperta Capturarei sem alanhar borboletas e poesias no céu feito criança a brincar Transcenderei e transformarei poemas em anjos de papel...
As borboletas não são como antes... Em minha janela, vejo lindas borboletas amarelas Pássaros cantando pela manhã Mas noto algo singular: As borboletas não são com antes... Onde estão, as borboletas de meu passado? Que ao abrir a janela, pousavam... Não existem muitas, mais... Parece que o mundo se encarregou de arrebatá-las... Ah! Como era lindo, olhar todo aquele colorido! Como era doce, o balançar de suas asas! Lindas, lindas borboletas do meu passado... Será que o ser humano, tem culpa de seu sumiço? Creio que não. As borboletas acharam que é difícil viver Em um mundo de tanta ingratidão! Suaves borboletas Suaves lembranças De um época que não volta mais...
O dia hoje está uma maravilha e, aqui de minha casa, eu olho para a lagoa que tem as águas luminosas pelo sol de maio que há pouco nascera. É uma manhã de glória como dizem os poetas, e para gozá-la, saio a passear.
Nada nesta cidade se parece mais com um recanto de romance que esta lagoa mansa, sem rumores de ondas, quieta, sem arrogâncias de águas raivosas. Tudo por aqui é como se fosse domado pela mão do homem, lagoa doméstica que, pela sabedoria sanitária do Saturnino de Brito, se transformara, de foco de mosquitos e de febres, em esplendor de beleza, capaz de em planos de bom urbanista ser o orgulho de uma cidade. Mas, mal o cronista apaixonado pelos recantos idílicos da natureza inicia a sua viagem lírica, começa a sentir que os homens são criaturas sem entranhas, terríveis criaturas sem amor ao que deviam amar, sem cuidado pelo que deviam cuidar.
Porque, mal me pus a andar pelas terras que circundam a lagoa, o que vi não é para que se conte.
Há quem diga e afirme que o brasileiro não gosta da natureza. Que todos somos inimigos das árvores, dos rios, da terra. E há a teoria de que o pavor da floresta nos transformara em citadinos, em derrubadores de matas, queimadores de terras. Mas esta teoria não corresponde à realidade, se nos voltarmos para os bosques e jardins de outrora que por toda a parte alegravam as nossas cidades.
Aqui no Rio de tempos para cá, deu nos homens de Governo uma verdadeira doença que é este desprezo e quase ódio pelos nossos recantos da natureza.
Há o caso das matas da Tijuca para uma exceção honrosa. Mas, por outro lado, há este caso da Lagoa Rodrigo de Freitas, como um crime monstruoso. Porque tudo que é erros e mais erros foram cometidos em relação à paisagem deste maravilhoso pedaço de nossa cidade.
Isto de se conduzir o lixo do Rio para aterrar trechos e trechos de uma massa líquida que é um regalo para os olhos, não merece nem um comentário, pela estupidez, pela lamentável grosseria de homens que não respeitam nada.
E feito isto não há quem possa se aproximar da lagoa Rodrigo de Freitas. Lá estão os bichos podres, uma fedentina horrível a atrair urubus como numa "sapucaia". E o que podia ser uma atração para os que pretendessem repousar, é aquilo que nos envergonha e nos dói.
O Sr. Hildebrando de Góis, que saneou a "Baixada Fluminense", se quiser encontrar o que sanear, que faça este passeio a que o modesto cronista se arriscou, por entre lixos, com urubus quase a roçarem-lhe o rosto.
Linda manhã de sol!... Luz brisa suave ... As flores despertam tranqüilas aromatizadas. Copos de leite, lírios, agapantos, Os roseirais estão coloridos e orvalhados, Alentadas iniciam o dia brejeiras.
O jardim envaidecido exibe toda a sua beleza! Das flores o contentamento, das folhas a inocência. Os bem-te-vis seus trinar se ouve ao longe... Colibris e borboletas estão a louvar a natureza!
Borboletas matizadas e coloridas voejam, Tocando as flores de quando em vez... Os raios de sol nas gramíneas, Formam-se belos arabescos.
Laços de amor, trevinhos, onze horas já é flor! O jasmineiro está florido suave aroma exala. Duendes dançam, fadinhas esvoaçam, Libélulas voejam delicadamente. As borboletas entrelaçam-se a beijar os Lirios e jasmins, com a energia transcendente do amor...
Meio-dia sol a pino é hora de relaxar... Borboletas azuis voam livres em direção Ao bosque para descansar...
Vera Lúcia de Oliveira
Ó anjo da loura trança, Que esperança Nos traz a brisa do sul! - Correm brisas das montanhas... Vê se apanhas A borboleta de azul!...
Casimiro de Abreu
domingo, 17 de outubro de 2010
E Deus criou as flores e agradando-se da obra pensou:
- E se, além de belas, coloridas e delicadas, voassem?
"Borboleta" significa: transformação, alma, libertação, sorte, sensualidade, psiquê. No Japão, a borboleta está associado à mulher. E duas borboletas indicam felicidade matrimonial.
A palavra borboleta é especial e única até mesmo em sua escrita, não é a toa que ela é recordista em variações, isto é, possui uma grafia praticamente diferente em cada idioma.
Veja alguns exemplos:
Borboleta em alemão - SCHMETTERLLING em árabe - FARAASH basco - TXIMELETA cebuano da Filipinas - KABA-KABA croata - LEPTIR esloveno - METULJ espanhol - MARIPOSA estoniano - LIBLIKAS finlandês - PERHONEN francês - PAPPILLON grego - PETALOUDA havaiano - PULELEHUA hebraico - PAPAR hindi da Índia - TITLI holandês - VLINDER húngaro - PILLANGÓ inglês - BUTTERFLAY islandês - FIDRILDI italiano - FARFALLA japonês - CHOCHO lídiche - BABELE mandarim da China - HU-DIÉ marathi da Índia - FULPAKHARU polonês - MOTYL romeno - FLUTURE russo - BÁBOTSCHKA sueco - FJÄRIL tagalog da Filipinas - DANH TÙ tupi-guarani - PANAPANÁ turco - KELEBEK
Há muito tempo, não muito longe daqui, havia um reino muito engraçado.
Todas as coisas eram separadas pela cor.
As borboletas brancas só visitavam o canteiro branco.
As borboletas azuis só visitavam o canteiro azul.
Neste reino viviam Julieta e Romeu.
Julieta era uma borboleta amarela do canteiro amarelo e Romeu uma borboleta azul do canteiro azul.
Seus pais sempre avisavam para que não passeassem em canteiros de outra cor.
Um dia, na primavera, Ventinho convidou Romeu para dar um passeio no canteiro amarelo.
Chegando lá, ventinho apresentou Romeu a Julieta e os dois logo ficaram amigos.
Romeu e Julieta começaram a brincar e saíram para conhecer melhor o reino.
Ficaram encantados com tudo o que viram e acabaram entrando na floresta.
Quando a noite chegou, Romeu e Julieta não conseguiram encontrar o caminho de volta.
Enquanto isso, lá no canteiro amarelo, a mãe de Julieta estava desesperada, e lá no canteiro azul, o pai de Romeu estava preocupadíssimo.
Eles não sabiam o que fazer para encontrar os filhos, até que a Dona borboleta amarela tomou coragem e foi falar com a Dona borboleta azul, falaram com o senhor Vento e todas as borboletas saíram de canteiro em canteiro procurando o Romeu e a Julieta.
Quando amanheceu o dia, o céu estava cheio de cores. Todos se misturaram para ajudar .
Quando Romeu e Julieta viram seus pais, ficaram felizes em poder voltar para casa.
E quando chegou de novo a primavera tudo estava diferente naquele reino.
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro "Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
quinta-feira, 11 de março de 2010
Talvez o meu destino seja eternamente ser guarda-livros, e a poesia ou a literatura uma borboleta que, pousando-me na cabeça, me torne tanto mais ridículo quanto maior for a sua própria beleza.
Bernardo Soares - Livro do Desassossego
Uma definição é muitas vezes sorte. É pegar borboleta no ar, é capturar. É ter um lado poético e um lado prosaico, duro. E a satisfação quando se vê aquilo cristalizado. Aurélio Buarque de Holanda
Olhos de borboleta,são aqueles olhos que sabiamente observam e valorizam os detalhes e a cada movimento simétrico das coisas... Deise Silva
Sem rumo ela vai, sem rumo ela volta. Como uma criança, quando o pai a solta
Curiosa, ela pousa ousada. Calma Borboleta, eu te quero bem.
Mauro Anastacio
"Justo quando a lagarta pensou que o mundo tinha acabado, ela virou uma linda borboleta" Lamartine
A felicidade é como a borboleta: quando a perseguimos nos escapa; quando desistimos de persegui-lá, pousa em nós. Proverbo chines
"Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão... Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se movem é o que, de mim, arrancam lágrimas e canções. Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar. E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene. Era o espírito da gravidade. ele é que faz cair todas as coisas. Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem! Vamos matar o espírito da gravidade! Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr. Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar. Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo, agora um Deus dança em mim!"
Nietszche
Desde que conheci você sinto como se estivesse andando com pequenas asas nos meus sapatos como se meu estômago estivesse cheio de borboletas
Uma borboleta amarela? Ou uma folha seca Que se desprendeu e não quis pousar?
Mário Quintana
“No caso das borboletas, o bater de asas de uma delas em um determinado lugar do mundo pode gerar uma movimentação de ar que, intensificada, desencadearia a alteração do comportamento de toda a atmosfera terrestre, para sempre. Parece loucura, mas acontece todos os dias, e chamamos de acaso.” Teoria do Caos – Efeito Borboleta
"A alma é uma borboleta... há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose..." Rubem Alves
Passa uma borboleta por diante de mim E pela primeira vez no Universo eu reparo Que as borboletas não têm cor nem movimento, Assim como as flores não têm perfume nem cor. A cor é que tem cor nas asas da borboleta, No movimento da borboleta o movimento é que se move, O perfume é que tem perfume no perfume da flor. A borboleta é apenas borboleta E a flor é apenas flor.